DIÁRIO DA MANHÃ - ARTIGO
SANDRO MABEL

  11/06/2009
 
 

Estou retornando a um tema essencial para o Brasil. Faz-se necessária a votação urgente da reforma tributária, que se encontra na Câmara dos Deputados. É preciso deixar de lado as paixões e os interesses individuais ou de grupos. A população espera de todos nós, parlamentares, posições firmes em relação aos projetos que podem representar um avanço para o País, como é o caso das mudanças que estamos propondo ao falido sistema de arrecadação e distribuição de impostos e contribuições.

Trato de uma Nação formada por cidades e Estados mergulhados, em sua maioria, numa profunda crise financeira. Isto tem reflexo na qualidade dos serviços oferecidos pelo poder público, especialmente para os menos favorecidos. Vamos corrigir esta distorção no repasse dos recursos, fazendo com que os Estados tenham mais verbas para promover o desenvolvimento e os municípios, acesso às receitas que hoje só ficam com o governo federal, como o PIS e Cofins.

Refiro-me à grande parcela da população que paga 48% de carga tributária, e que por isto tem seus sonhos aniquilados. Esta é a primeira vez que uma reforma propõe reduzir os impostos. Quem ganha até 10 salários mínimos, por exemplo, terá uma redução de 20% na carga tributária. Se recebe R$ 500 de salário, passará a ter R$ 100 a mais para colocar no bolso, dinheiro que certamente irá para o consumo, movimentando ainda mais a nossa economia. Todos ganharão.

As diferenças sociais devem nos encorajar na busca incessante por melhores condições de vida para a maioria da sociedade. É preciso criar mecanismos que facilitem a implementação de medidas reparadoras, que possam colocar em prática o princípio da igualdade de direito, tão propagado, mas distante da realidade.

O setor produtivo será altamente beneficiado com a reforma tributária, pois terá a queda de 8,5% dos impostos na folha de pagamento dos funcionários, o que permitirá a utilização dos recursos em investimentos no próprio negócio, gerando mais emprego e renda para o trabalhador. Quem vive do campo, especificamente, será atendido diretamente com as medidas, já que ao reduzirmos os impostos dos produtos básicos, como arroz, feijão, óleo, açúcar etc., estaremos incentivando o consumo. Nada mais justo para o segmento rural que tem sido essencial ao Brasil.

Não podemos perder essa oportunidade. Caro leitor, converse com o seu deputado federal. Peça a ele para votar a reforma tributária para o bem do nosso País, para o bem da sociedade exausta de pagar tantos impostos.

Sandro Mabel é administrador, deputado federal, presidente do Sindicato da Alimentação de Goiás, líder do PR e relator da reforma tributária

 

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