O deputado Sandro Mabel (PR/GO) disse nesta quinta-feira, 12/03, que a conta de telefone ficará 30% mais barata para as empresas de telefonia com a Reforma Tributária, da qual é o relator da proposta, em tramitação na Câmara.
Para o deputado, as mudanças previstas para o sistema tributário permitirão um incremento de pessoas usando serviços móveis, numa faixa de renda estimada em até 10 salários mínimos, fato que determinará um ganho real no faturamento com os serviços por parte das empresas.
"A Reforma Tributária vai dar um salto imenso para vocês, pois reduz os impactos cumulativos, aumenta a base de assinantes e permitirá mais investimentos", disse Sandro Mabel ao proferir palestra sobre o tema no 3° Acel ExpoFórum - promovido pela Converge Telecomunicações e Editora da Revista Teletime, em Brasília.
Segundo Mabel, as empresas de telefonia deverão auferir créditos tributários num período estimado de sete anos, a partir da nova proposta que vem relatando, o que deverá gerar uma redução nos atuais 25% de ICMS que impactam, em média, a telefonia móvel brasileira.
"Isso me leva a entender que se eu que vendo biscoitos, vir a abaixar meu preço em 30%, vou vender muito mais os meus biscoitos", disse Mabel, numa exemplificação bastante simplória, fato que causou espanto para os presidentes de operadoras de telefonia móvel sobre a possibilidade de redução de carga no setor.
Mabel ressaltou ainda que a Reforma Tributária do Governo Fernando Henrique Cardoso se fosse satisfatória, já estaria surtindo efeito. "Mas ela não mudou nada" criticou o relator.
A posição do relator da Reforma Tributária não foi bem-recebida pelos empresários do setor. O presidente do Conselho de Administração da TIM, Mario Cesar de Araujo, disse que há 13 anos, o setor aguarda uma mudança no cenário tributário - o percentual de imposto no serviço de telefonia do Brasil é um dos mais altos do mundo ficando acima de 40%. Diante das críticas, Mabel mandou um recado: "Esse desânimo não adianta nada". O parlamentar não ficou no evento, alegando reuniões na Câmara.