O Congresso Nacional, com os seus novos presidentes, tem pela frente grandes temas que vão requerer um esforço significativo dos parlamentares para aprovar os projetos de interesse da sociedade.
Mesmo sendo uma Casa política, devemos reduzir ao máximo as influências que as eleições gerais exercem sobre as casas legislativas no dia-a-dia. O Brasil tem de encontrar os caminhos que possam inseri-lo, definitivamente, na modernidade.
Nação evoluída é aquela que proporciona todos os meios para que a população tenha melhores condições de vida. Isso deve ser feito através de ações diretas ou dando total sustentação aos segmentos organizados.
Como as decisões administrativas do País passam, também, pelo Congresso Nacional, a nossa responsabilidade é enorme. As reformas política e tributária, por exemplo, são assuntos que vão requerer atenção especial. Esses, entre outros temas, devem constar da pauta de discussão dos novos comandos que assumiram essa semana.
O sistema político necessita de uma avaliação profunda. No final do ano passado, a Comissão de Constituição da Câmara dos Deputados aprovou algumas propostas que tratam de pontos como o fim da reeleição e o aumento dos mandatos para cinco anos. Uma Comissão Especial vai analisar essas modificações.
É preciso ir além. O Brasil não suporta eleições de dois em dois anos. Isso deve mudar. A coincidência nas votações reduz gastos, melhora a eficiência do serviço público e estimula a participação da sociedade.
Veja a situação atual. Os prefeitos que entraram agora demandam de tempo para conhecer a máquina administrativa. Quando começam a tomar pé da situação, é hora das eleições para os governos estaduais, presidente da República, deputados estaduais, federais e senadores. Novos administradores assumem necessitando, é lógico, de um período para adaptar às regras. Quando estão afiados, chega, novamente, o momento das eleições municipais. Assim, o País vai caminhando no improviso e na ineficiência.
A reforma tributária é outro tema que deve ser debatido com foco nos interesses da população. Há anos o Brasil busca um sistema de arrecadação mais justo, ágil e menos oneroso. Temos a oportunidade clara de avançar nessa questão. Para isso, se faz necessária a participação de todos nesse processo, sem a interferência negativa de questões políticas. Em jogo, estão os interesses dos cidadãos que pagam uma alta carga de impostos, sem o retorno devido. Esse deve ser o compromisso do Congresso Nacional.
A nossa disposição, como líder da bancada do PR, é de continuar trabalhando intensamente para que a Câmara dos Deputados dê respostas qualificadas e imediatas às necessidades urgentes da população. E entendo que há um ambiente propício para a concretização de tal desejo.