O governo redobrou esforços ontem na tentativa de levar adiante a votação da reforma tributária. Mesmo enfrentando problemas com o PMDB e a oposição, o presidente da comissão especial responsável pela análise do projeto, deputado federal Antonio Palocci (PT-SP), prometeu concluir a votação do projeto na comissão até o final da semana. O relator, deputado Sandro Mabel (PR-GO), por sua vez, fez ainda mais concessões e promoveu alterações de última hora - especialmente dos secretários estaduais de Fazenda - na proposta numa tentativa de reduzir as resistências ao projeto.
Em busca do acordo para aprovar a reforma, Mabel decidiu ampliar de R$ 2,8 bilhões para R$ 3,5 bilhões o valor destinado aos Estados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional - sendo que a bancada nordestina exigia a ampliação para R$ 8 bilhões - e também contemplá-los com mais R$ 8,2 bilhões do Fundo de Equalização de Receitas no primeiro ano de sua vigência.
A expectativa dos governistas era de que o acordo pudesse viabilizar a aprovação da reforma na comissão sem a apreciação de destaques de bancada para análise em separado de emendas. A esperança de levar o projeto para o plenário ruiu quando o PMDB anunciouque não abriria mão de votar os destaques de bancada.
Além da decisão peemedebista, o governo teve que enfrentar a oposição em obstrução. Ainda assim, Palocci reforçou a disposição em votar logo a reforma e prometeu a realização, se necessário, de sessões extraordinárias da comissão até que a votação seja concluída.